Tribunal_Beatas

Bem vindos! Julguem à vontade. Estamos cá para isso!

agosto 20, 2006

Tudo tem um fim um dia...



Depois de dois anos a escrever para o Tribunal, acho que é hora de mudar. Mudar de visual, mudar de estilo... mudar.
Já assisti a muitas mudanças e creio que chegou o momento de também o Tribunal sofrer uma alteração. Uma profunda alteração.
Por aqui já passaram muitas pessoas que deixaram os seus comentários ao que escrevi. Uns foram do meu agrado e correspondiam àquilo que quis transmitir, outro foram sarcásticos o suficiente para me tirar do sério. Mas até esses tiveram a sua importância: fizeram-me pensar sobre as minhas convicções, ainda que nunca nenhum fosse suficientemente plausível para me fazer mudar de opinião.
Vou continuar a escrever, até porque se não o fizesse não me sentiria realizada. Acreditem que vão voltar a ter notícias minhas, ainda que não sob o "poder judicial ".

A todos quantos aqui passaram o Tribunal e eu dizemos Obrigada.
E a todos eles um Até Breve.

agosto 05, 2006

Altruísmo a toda a prova

julho 15, 2006

E a guerra parece não ter fim


É uma história que dura há séculos, quiçá há milénios, desde que os romanos dispersaram os judeus quando tomaram Jerusalém.
Desde sempre que os Judeus quiseram um Estado onde pudessem viver sem terem de ser ostracizados pelos povos dos países para onde emigraram, vistos como nómadas, sem terra.
Foi num golpe de misericórdia que a Grã-Bretanha apresentou à ONU um projecto que colocava o Estado de Israel na Palestina, região que, à data da I Guerra Mundial, controlavam. O objectivo era criar dois países independentes e dar aos judeus o que há tanto ansiavam.
No entanto, esta união nunca seria pacífica, com os países árabes a mostrarem o seu desacordo. Assim, quando em 1948 foi fundado o Estado de Israel, foi despoletada uma série de guerras entre o país e os vários estados árabes. E até hoje essas guerras perduram.

A guerra israelo-árabe parece não ter fim à vista, principalmente quando agora se relata os sucessivos bombardeamentos entre Israel e o Líbano, tendo como pano de fundo o rapto de um jovem soldado israelita.
O Presidente norte - americano já veio a público defender o direito de Israel em se defender dos ataques que tem sofrido; a Grã-Bretanha já colocou um navio ao largo do Líbano.
Pessoalmente não consigo distinguir os bons e os maus desta fita interminável. Se por um lado compreendo o ponto de vista dos judeus, por outro percebo a razão que leva os árabes a não aceitarem o Estado de Israel nos moldes em que foi fundado.
Tal como eu, acredito que muita gente pense o mesmo.

julho 10, 2006

Aí está o que é

Depois de terminada a febre do Mundial, que ocasionou uma das melhores (e muito merecidas!) recepções de sempre aos nossos jogadores que, de uma forma muito digna, nos representaram lá fora, chegou a hora de assentar os pés na terra e olhar para a realidade.
Durante o campeonato muita coisa aconteceu no nosso país e, de certa forma, tudo nos passou ao lado tal era o nosso entusiasmo. A própria comunicação social não ajudou muito. Basta dizer-se que jornais e telejornais focavam, a maior parte do tempo, aquilo que se passava no mundo do futebol em vez de focar o que acontecia no Mundo, de uma forma geral.
A bola gira e o Mundo pára... é essa a ideia que se tem. Esta é uma das utilidades do "desporto-rei".
Agora que a bola parou de girar, voltam os problemas de sempre, as preocupações de sempre e as críticas afiadas ao modo como vão as coisas. Bem vindos à realidade!

junho 25, 2006

Uma palavra: BRAVO!


Maniche: o autor do golo que esta noite nos fez vibrar de alegria, perpetuando o sonho dos Portugueses de ver a nossa Selecção chegar mais além neste Mundial de futebol.
Está de parabéns por tudo o que fez na noite sofrida de hoje, mas não está sozinho.
Na verdade, temos de dar os parabéns a todos os jogadores pelo espírito de sacrifício que demonstraram dentro daquele campo. Temos de dar os parabéns aos que viram cartões amarelos sem qualquer razão, aos que foram expulsos do jogo e ao Cristiano Ronaldo que, mesmo saindo minutos após o único golo marcado, por não se sentir em condições de continuar a jogar, esteve envolvido no lance que lhe deu origem .

Vale a pena torcer por esta equipa porque mesmo quando não jogam como queremos, nos momentos mais difíceis eles são um motivo de orgulho para todos nós.
Até à Final! Bravo!

maio 31, 2006

Isso também eu queria!...

Portugal irá defrontar o México no próximo dia 21 de Junho naquele que será o primeiro jogo a contar para o Mundial de futebol.
Como o país é conhecido pelo seu amor por este desporto, nada melhor que dar uma prova desse amor e mudar os horários de funcionamento para que se possa assitir à partida.
É pois com muito orgulho que leio que os deputados portugueses irão trabalhar mais cedo e sair mais cedo da Assembleia para poderem torcer pelo clube de todos nós. Só dessa forma se vai evitar que à tarde o plenário esteja completamente vazio, fazendo recordar a célebre falta colectiva dos petizes em vésperas da Páscoa.
E que tal se todos nós fôssemos trabalhar mais cedo nesse dia para podermos também nós, simples e fervorosos adeptos de futebol, assistir ao jogo?
Era interessante parar o país no dia 21. Se os nossos representantes podem, por que não podemos também?

maio 14, 2006

Os Desejos de um Português

Em cada 100 euros que o patrão paga pela minha força de trabalho,
o Estado, e muito bem, tira-me 20 euros para o IRS e 11 euros para
a Segurança Social. O meu patrão, por cada 100 euros que paga pela
minha força de trabalho, é obrigado a dar ao Estado, e muito bem,
mais 23,75 euros para a Segurança Social. E por cada 100 euros de
riqueza que eu produzo, o Estado, e muito bem, retira ao meu
patrão outros 33 euros. Cada vez que eu, no supermercado, gasto os
100 euros que o meu patrão pagou, o Estado, e muito bem, fica com 21
euros para si.


Em resumo:


Quando ganho 100 euros, o Estado fica quase com 55.

Quando gasto 100 euros, o Estado, no mínimo, cobra 21.

Quando lucro 100 euros, o Estado enriquece 33.

Quando compro um carro, uma casa, herdo um quadro, registo os meus
negócios ou peço uma certidão, o Estado, e muito bem, fica com
quase metade das verbas envolvidas no caso.

Eu pago e acho muito bem, portanto exijo: um sistema de ensino que
garanta cultura, civismo e futuro emprego para os meus filhos.
Serviços de saúde exemplares. Um hospital bem equipado a menos de
20 km da minha casa.

Estradas largas, sem buracos e bem sinalizadas em todo o país.
Auto-estradas sem portagens. Pontes que não caiam. Tribunais com
capacidade para decidir processos em menos de um ano. Uma máquina
fiscal que cobre igualitariamente os impostos.

Eu pago, e por isso quero ter, quando lá chegar, a reforma
garantida e jardins públicos e espaços verdes bem tratados e
seguros. Polícia eficiente e equipada.

Os monumentos do meu País bem conservados e abertos ao público,
uma orquestra sinfónica. Filmes criados em Portugal. E, no mínimo,
que não haja um único caso de fome e miséria nesta terra.

Na pior das hipóteses, cada 300 euros em circulação em Portugal
garantem ao Estado 100 euros de receita.

Portanto, Sr. Primeiro-ministro, governe-se com o dinheirinho que
lhe dou porque eu quero e tenho direito a tudo isto.

Um português contribuinte.
(Recebido por e-mail)