Tribunal_Beatas

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Fevereiro 06, 2006

O Profeta

O jornal dinamarquês "Jyllands-Posten" publicou em Setembro uma série de caricaturas do profeta Maomé que, ao fim de 5 meses, estão a abalar a opinião pública.
Os Europeus, cientes da liberdade de expressão, vêem os cartoons em questão como algo de normal. Afinal de contas, também ninguém sabe como Deus é realmente e não raras vezes pudémos ver caricaturas referentes a Ele. O Papa João Paulo II foi também muitas vezes caricaturado, sem que por isso a Igreja e os Cristãos tenham ido para as ruas com palavras de ordem e a queimar tudo o que lhes aparecia pela frente.
Mas no mundo islâmico as coisas já não são assim. Esta religião não permite qualquer imagem do profeta e a liberdade de expressão também não é bem vista naquelas bandas.
Já tudo se disse acerca deste assunto: que os muçulmanos são fundamentalistas, que a liberdade de expressão tem de ser respeitada, que o jornal que publicou os "cartoons" simplesmente não respeitou a religião muçulmana... Mas seria interessante dizer que apenas um dos cartoons referidos (o de Maomé com um turbante em forma de bomba) corresponde verdadeiramente à descrição das caricaturas, e que foram tiradas cópias das mesmas para que fossem distribuídas pelos países muçulmanos a partir da Dinamarca. Ou seja, as descrições que dizem que Maomé foi desenhado em poses sexuais, por exemplo, não passam de uma mentira e alguém com interesse em acender o rastilho da violência tratou de difundir as imagens.
É também de sublinhar que foram identificados membros da Al-Qaida e dos Taliban entre os manifestantes que têm atacado esquadras de polícia e embaixadas em países como o Afeganistão, incitando à violência.
O que se pode dizer de tudo isto? Que o Ocidente, na sua omnipotência (?), subvaloriza o poder dos muçulmanos em se revoltar? Que a Al-Qaida está a aproveitar-se de toda esta situação para fazer ver que uma guerra contra os "infiéis" é um bem necessário?
Qualquer que seja a resposta, a verdade é que ao fim de uns dias de protestos já há mortes a lamentar e o cenário parece não ter fim à vista. Será que tudo isto é mesmo necessário?

8 Comments:

Blogger Barão da Tróia said...

Olha sugiro que exigamos um pedido desculpa formal por 400 anos de ocupação muçulmana de Portugal, se isso não for feito, vamos invadir as embaixadas dos países muçulmanos com cartoons, gajas nuas e garrafas de pinga. eh...eh...eh

9:20 AM  
Anonymous Luar_Triste said...

Existe uma expressão que eu julgo ser brasileira que a meu ver ilustra e muito bem esta situação: Cutucar onça com vara curta. Estamos todos fartos de saber e conhecer a forma de actuar dos mulçumanos e mesmo assim atacamos o que para eles existe de mais sagrado. Claro que se fazem caricaturas do Papa, de Jesus Cristo etc a religião não é vista da mesma forma pelos católicos como pelos mulçumanos. Claro que a Al-Qaida aproveitou-se da situação, afinal eles devem de estar a precisar de soldados e "nós" oferecemos a oportunidade perfeita para eles recrutarem uns quantos. . . Existe mesmo liberdade? Poderemos dizer nós tudo o que nos apetece sem sequer ter em conta o os outros?

11:39 AM  
Blogger polittikus said...

Não sou religioso, mas respeito todos os credos e religiões. Mas desta vez os Islamicos estão a exagerar...

1:15 PM  
Anonymous Arte por um Canudo 2 said...

Todos pugnamos pela liberdade de expressão e nela incluida a liberdade religiosa mas também temos que ter cuidado com o que para uns não passa de arte de fazer caricaturas e para outros de ofensas.Teremos que ter algum cuidado com as diversas mentalidades que grassam por esse mundo fora e principalmente no que toca à religião muçulmana.Já deviamos ter aprendido a lição de como se comporta aquele povo.Um abraço.

12:48 PM  
Anonymous zezinho said...

A resposta à pergunta é claramente não. Não é necessário nada disto.
Porém há qui algumas coisas a salientar: o direito sagrado à livre-expressão é inquestionável.
Sendo eu normalmente defensor das causas árabes - entenda-se direito dos palestinianos à independência, a não imposição da nossa cultura e dos nossos valores - não posso deixar de lamentar a atitude grosseira e intransigente de alguns sectores árabes.
Naturalmente que até se podem indignar. Porém nunca de forma violenta. Há um óbvio aproveitamento dos sectores mais radicais da sociedade árabe.
Se querem - e têm todo o direito de o exigir - serem respeitados, terão igualmente de respeitar o que para nós Ocidentais é inquestionável: a liberdade de expressão.
A exemplo do que aconteceu antes da 2º grande guerra, não estamos a tomar atenção aos sinais extremistas do Islão. Não sendo defensor de guerras, parece-me claro nesta altura que ou tomamos uma posição de força ou seremos devorados e mergulhados numa carnificina que eles tentam a todo o custo provocar.
Beijitos

6:29 PM  
Anonymous José S. said...

Só os ingénuos acreditam que, numa época em que as notícias correm mundo a velocidades alucinantes, caricaturas publicadas em Setembro vinham, em Fevereiro, desencadear uma crise religiosa entre o ocidente e o mundo árabe. Que há uma crise já ninguém pode negar mas é uma crise política desencadeada, mais uma vez, a coberto das crenças religiosas de povos mantidos na ignorância durante séculos para, em alturas como esta, ser usado para servir sabe-se lá que interesses. Há muita coisa em jogo neste momento, nesta zona, desde a vitória do Hamas há morte anunciada se Sharon, passando pela teimosia do Irão e pelos inúmeros interesses petrolíferos na região. Uma coisa podemos dar como certa: quem vai apanhar por tabela são as vítimas do costume.

9:38 PM  
Blogger Perry said...

Se calhar os muçulmanos não querem que se publiquem imagens do profeta porque, na volta, o tipo é procurado pelos americanos como membro da Al-Qaida. E também não me admirava que cartunistas ocidentais, pouco informados, considerem a posição “de-cu-para-o-ar”, que eles utilizam para rezar, como uma pose sexual. Já os vi começar por menos.

11:19 PM  
Blogger Macillum said...

Merete Eldrup, uma directora do jornal que primeiro publicou o cartoon, o "Morgenavisen Ijsllands-Post"



http://www.ku.dk/kompetence/panel/merete_eldrup.asp

mulher de Anders Eldrup, presidente da companhia do gás dinamarquesa DONG e participante do Grupo Bilderberg nos últimos 5 anos.

Procurei seu email para lhe enviar informação mais detalhada mas não encontrei.

macillum@gmail.com

11:11 AM  

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